Escolas de Gouveia

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ENTRE TESTES, TORNEIOS E DISCURSOS, O AEG VOLTOU AO PARLAMENTO DOS JOVENS

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Nos dias 11 e 12 de maio, a Assembleia da República acolheu mais uma edição da Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens do Ensino Básico, onde centenas de alunos representantes de 66 escolas de todo o país, dos círculos da Europa e fora da Europa, acompanhados pelos respetivos professores e por 54 jovens jornalistas escolares, participaram num debate centrado na literacia financeira, um tema considerado essencial para a formação cívica e para a preparação dos jovens para a vida adulta.

O AEG esteve novamente presente com três alunos, em representação do distrito da Guarda, facto que ocorre pelo 3º ano consecutivo neste nível de ensino. Ema Duarte (do 9º A), que já havia estado na AR como jornalista, desempenhou pelo segundo ano a função de porta-voz do círculo da Guarda. A acompanhá-la esteve a aluna Matilde Sousa (do 9º C) como deputada e o colega Henrique Amaral (do 9º A) como jornalista.

Sob o mote “Literacia Financeira: os jovens CONTAM!”, os estudantes representaram as suas escolas e os seus distritos, depois de um longo processo de debate e seleção que envolveu sessões escolares e distritais. Na sessão nacional, os jovens deputados apresentaram e discutiram os diversos Projetos de Recomendação aprovados em cada círculo, que resultaram do contributo de dezenas de milhares de estudantes envolvidos na iniciativa em todo o país. Muitas das medidas discutidas refletiram preocupações atuais dos jovens sobre a educação financeira, a importância de evitar o endividamento precoce e a sustentabilidade económica.

Ao longo dos trabalhos das diferentes sessões, os jovens deputados, simulando o funcionamento do Parlamento português, responderam e refletiram sobre várias questões importantes (como gerir o dinheiro de forma responsável, de que forma os jovens podem evitar o endividamento, qual a importância da poupança desde cedo, como funcionam os impostos, os bancos e os créditos, que perigos existem nas compras online e nas fraudes digitais, como distinguir investimento seguro de esquemas financeiros perigosos, qual o papel da escola na educação financeira dos jovens…), tendo demonstrado elevado espírito crítico e capacidade de argumentação acerca do tema em análise.

Estas questões permitiram aos estudantes compreender melhor os desafios económicos atuais e pensar em soluções concretas para melhorar a educação financeira em Portugal.

Depois do debate das propostas nas diversas comissões, o qual foi acompanhado pelo trabalho dos jovens jornalistas presentes, foram então aprovadas, no final da sessão, nove recomendações, que serão posteriormente analisadas pela comissão parlamentar competente, podendo vir a influenciar políticas públicas na área da educação e da literacia financeira, ferramenta indispensável para ajudar os estudantes a tomar decisões mais conscientes, responsáveis e informadas ao longo da vida.

Com mais uma edição concluída, o Parlamento dos Jovens voltou a afirmar-se como um espaço privilegiado de aprendizagem democrática, onde os estudantes têm a oportunidade de fazer ouvir a sua voz sobre temas que impactam diretamente o seu presente e futuro e de desenvolver competências como o pensamento crítico, a argumentação e a cidadania ativa.

Aqui ficam algumas palavras dos nossos jovens acerca desta fantástica experiência:

“Mesmo já tendo estado 3 anos na AR, cada ano é especial. Ir à AR, contactar com colegas de todos os cantos do país, com os deputados, perceber como tudo realmente funciona é incrível, é uma experiência que não se vive todos os dias. Participar no Parlamento dos Jovens, na casa da democracia, requer trabalho, debates assertivos, motivação e, principalmente, respeito pelas opiniões contrárias às nossas porque todos nós merecemos ser ouvidos.” – Ema Duarte;

“Participar no PJ como jornalista foi uma experiência muito enriquecedora, pois permitiu-me acompanhar os debates, entrevistar participantes e perceber melhor a importância da voz dos jovens na sociedade. Desenvolvi competências de comunicação, espírito crítico e confiança.” – Henrique Amaral.

A coordenadora

Rosa Maria Ferraz S. Costa

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